terça-feira, 26 de março de 2013

Um olhar sobre Iguape... Monólogo.

GUIA TURÍSTICO – (MONÓLOGO) Boa noite meus senhores... O meu nome é Josemar E sou o seu guia turístico... Por favor! Acompanhem no telão Um pouco da nossa história... Saibam os ouvintes Que a Princesinha do Litoral Foi fundada em 1538... Sua origem perde-se no tempo ... Há dez mil anos Esse chão já era habitado... Gente de baixa estatura... Os formadores de sambaquis Morriam antes dos 30 anos... Valentes! Pescavam Tubarões Viviam em pequenas comunidades Bem aqui! Onde nós estamos... Temos dezenas de ostreiros Para provar o que informo... Deles herdamos a canoa, o arpão, a esteira... Ninguém sabe o que ocorreu Esse povo inteiro desapareceu Lá por três mil antes de Cristo... Por falar em Cristo!... Os índios tupis-guaranis Chegaram por aqui depois que ele nasceu... Vieram do Planalto Central... Do Paraguai, da Venezuela, do Peru... Os Incas fizeram uma estrada; - O Peabiru! Esse caminho vinha dos Andes... Passava por São Vicente, Iguape, Cananéia E seguia em direção ao Paraguai... Temos trechos preservados dessa estrada Em nossa região... Reparem no telão! Aquela Serra se chama Juréia... A terra sagrada dos Tupis-guaranis... Foi um presente de Tupã, nosso pai!... Espero não estar cansando vocês!... Nossa história é longa... Muita gente passou por aqui... Quando o Brasil foi descoberto... Demos guarida ao estrangeiro Que se apossou de nosso chão... Lugar de muito ouro... El Dourado, Registro, Sete Barras, A comarca era imensa, meu senhor!... Aprearam os índios... Chegou a escravidão... Tupã se afastou... Ouro nos cabelos... Moveis europeus... Tudo isso se perdeu!... Recebemos um presente! Era de nosso Salvador... Está ali na Matriz, sai no andor... Fazedor de milagres... Tomou um banho Nas águas que levam o seu nome... A Fonte do Senhor!... Reparem no telão!... Notem dentro da redoma... É a pedra que cresce... Dessa fonte vinha a água Para cinco chafarizes... Só restou esse aqui!... Está na Praça São Benedito... Bem em frente à igreja Erguida por mãos escravas... Apreciem os velhos casarões... Prova da riqueza... Que outrora nos marcou... Calçadas centenárias... Casa do Ouro, pelourinho... A igreja da Matriz... Tenho tanto a mostrar... Tanto se perdeu... Tanto se levou... Temos uma Fonte da Saudade... Que uma índia apaixonada Com seu pranto formou... No alto da montanha... Alguém zela por nós... Ele é o Cristo Redentor!... Nessas verdes matas Que nos cercam... Currupira sonhou... Boitatá passou... Nossa terra é terra sagrada... Terra de Tupã!... Da qual Anhangá se apoderou... Vamos sair? Conhecer de perto a cidade Beber água da Fonte... Desfrutem a nossa amizade... Bem-vindos a Iguape... Meus senhores! Gastão Ferreira/Março/2013

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