sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Boa viagem

RITUAIS FÚNEBRES... A longa jornada evolutiva do homem sobre o planeta Terra se perde nas entranhas do tempo. A ideia de uma parte imaterial do ser humano sobreviver à morte criou os rituais fúnebres. Os paleontólogos encontraram junto aos esqueletos do Homem de Neandertal (300.000 a 29.000 A.C.)ornamentos, em covas cuidadosamente escavadas, decoradas com flores e outros motivos simbólicos, uma evidência de crença na vida após a morte. A mumificação, especialmente em pessoas mais proeminentes, era comuns entre os Incas e os egípcios, ambos os povos acreditavam na reencarnação. Os Maias enterravam seus mortos em imensos palácios e criam em três planos no cosmo; A terra, o céu e o submundo. A cremação é outro dos processos mais antigos praticados pelo homem. Entre os gregos e os romanos somente os criminosos, os assassinos, os suicidas, as pessoas fulminadas por raios (Uma “maldição” de Zeus/Júpiter) e crianças falecidas antes de nascerem os dentes eram enterradas. No Japão a cremação foi adotada com o advento do Budismo em 552 D.C. As cremações mais antigas datam de 60.000 anos em Nova Gales do Sul (Austrália), junto ao lago Mungo, tal prática é comum, nos dias atuais na Índia. O sepultamento foi adotado pelos cristãos após o papado ratificar o dogma da Ressurreição dos Mortos no juízo final. Na Europa, os sepultamentos dentro das igrejas eram comuns até a chegada da Peste Negra quando as igrejas não comportavam mais tantos corpos e os cemitérios foram instituídos. No Brasil colonial e imperial os sepultamentos dentro das igrejas existiram até o ano de 1820 quando foi proibido, momento em que construíram os primeiros cemitérios. Até então somente negros escravos e indigentes eram enterrados fora das igrejas. Os homens livres eram sepultados nas paredes laterais e subsolo nas igrejas, por isso o tamanho de uma cidade era medido pela quantidade de igrejas que possuía, pois as igrejas faziam o papel de cemitério. O homem primitivo possuía uma vaga ideia do alem túmulo, pouquíssimas pessoas desacreditavam da continuação do ser. Todos os povos que cultuavam algum deus ou deuses acreditavam no há de vir... Assim os Indús com seus ciclos carmicos de contínuas reencarnações partiam e voltavam do Amavarti, os Nórdicos do Walhalla, os Maias do Metmal, os Japoneses do Yomi, os Incas do Uru Pacha, os Islâmicos do Jannah, os Sumerianos do Ki Gal, os Hebreus do Sheol, os Chineses do Diyu, os Celtas do Annwn, os Astecas do Mictlan, os Babilônios do Kurnugia, os Budistas di Nakara, os Cristãos do paraíso ou inferno, os Egípcios do Amenti e os Gregos dos Campos Elíseos ou do Hades. O povo egípcio tinha verdadeira fascinação pelo o que ocorria com o Ka (espírito) após a morte física, possuía rituais específicos contido no Livro dos Mortos para salvá-lo dos tormentos eternos. Os Gregos acreditavam que as almas dos recém-mortos eram transportadas por Caronte, o Barqueiro do Hades, para a outra margem dos rios Estige e Aqueronte, rios que dividiam o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Tudo o que nasce morre, um dia partiremos para o mundo espiritual. Quem não crê parte certo de que morreu para sempre... Quem acredita espera estar junto a seu Criador orando e louvando. E, tem muitos que querem retornar a matéria e aprender muitas e muitas coisas que desconhecem... Façam suas escolhas e Boa Viagem rumo à eternidade. Gastão Ferreira/2012

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