quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Candidatos a Caciques...


COISAS DA TRIBO...

A aldeia está muito dividida... Teve um tempo em que bastava olhar para a cara do índio para saber se era Cocho ou Berne, Formiga ou Tamanduá, Loiro ou Negrão. Depois que o Descobridor do Brasil fez a mistureba, ninguém consegue afirmar com certeza quem é quem.

Todas as personagens são permitidas, desde uma oncinha com instinto de raposa a um fauno serelepe e conquistador que nega sua própria essência, cuja fama ultrapassa as fronteiras da aldeia e finca raízes (Opa!) em ilhas distantes.

A tribo sobrevive! Muito antiga, passou por centenas de fases. Desde os formadores de Sambaquis aos formadores de propinodutos. Os Caciques foram as causas dos maiores problemas. A aldeia, nunca conheceu um verdadeiro Cacique, um enviado de Tupã que levasse o progresso a serio, que lutasse por melhorias e não vendesse a alma a Anhangá por meia dúzia de apartamentos noutra cidade. Na verdade, alguns caciques tentaram mostrar serviço e servir a comunidade, mas, numa aldeia de “rabos presos”, alguma coisa ocorreu e muitos foguetes foram soltos para alegria de aliados e amarrados.

Para quem curte História Universal, há uma similaridade com o que se passa na aldeia, na atualidade, com o que ocorreu no Império Romano no ano 37 dc, quando Gaio César Germânico sucedeu Tibério no trono de Roma. Calígula deu muito poder a atores secundários, canastrões, mulheres devassas, pessoas desqualificadas, sem ética ou moral. O reinado de Calígula foi uma permanente saturnal, uma rapinagem ao tesouro público, fonte de humilhação para as pessoas decentes, onde cortesãs faziam as honras da casa, os amantes e ex-amantes do imperador mandavam e desmandavam, os senadores eram servis. Fato interessante é que Calígula reinou de 37 a 41 dc, exatamente por quatro anos.

Óbvio que nada temos a ver com Calígula, nem com império romano, idade média, inquisição, feitiçaria, magia negra, mãe-de-santo, tio-de-santo, avô-de-santo, enredo umbralino para escola de samba, quimbanda e outras fontes de poder para manter proximidade com o trono... Tudo é parte da tribo dos homens e se a tribo em seu conjunto é venal, o que resta é vender as urnas mortuárias dos antepassados por uma boa grana e curtir a vida na cidade grande.

Sinto falta dos costumes antigos, do tempo em que o canibalismo era parte de nossos rituais. Todos os candidatos a Cacique estão no ponto certo para um bom assado, alias, alguns bem acima do peso. Pela lei antiga, quem concorria e perdia o mando, virava churrasco depois da disputa...

Nossa rainha não diz nada! Adorada pelo povo, basta uma palavra sua para que a situação mude completamente. O candidato que ela apoiar já sai perdendo... Coisas da tribo, mistérios guardados a sete chaves no cofre vazio, discurso de ator mal amado manipulando a verdade, abandono de sonho e tristeza frente o descaso. Nada a declarar por medo de retaliação, tudo a declarar por amor a cidade antiga que é meu lar.

A aldeia sobreviverá, a tribo dividida queima incenso a todos os deuses e demônios... Que vença o melhor, o mais preparado. Sabemos quer a vitoria pertence ao mais esperto e que o ouro fala, sorri, lisonjeia... Somos filhos de Tupã, nosso pai que nos manda a chuva. Quem nos dá dentadura, cesta básica, colchão e cachaça são os filhos de Anhangá... Salve Anhangá! Vida longa ao novo Cacique!

Gastão Ferreira/2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Banho da Dorotéia...


UM MILAGRE DE SANTA DOROTÉIA...

Dona Nandi vivia de antena ligada, tudo culpa de seu filho Alberto Roberto. No sitio onde morava, o garoto, costumava aprontar poucas e boas. Maquiador de primeira, costureiro de mão cheia, gostava de usar os vestidos das colegas nas festas e quermesses do bairro. Ótimo cozinheiro, excelente doceiro, um ator nato, pois mudava o timbre da voz a seu bel prazer, de mãos inquietas e olhares calientes brincava de viver... A coisa ficou feia ao querer trocar de nome. Alba Nery!

- Meu Bonje! De onde Alberto Roberto tirou este nome estrangeiro? Será que está doente? Vou levá-lo ao curandeiro do bairro e saber o que se passa, se propôs dona Nandi.

Na consulta, o famoso benzedor examinou detidamente o moleque e disse taxativo; -“ É bicha minha senhora!”... Dona Nandi, mais sossegada, deu um bom vermífugo ao menino e continuou tocando a vida.

Enquanto isto, num outro bairro rural, dona Ziloca também passava por poucas e boas com sua pequena Maribel. A menina, desde o berço, mostrava um comportamento de veras estranho. Adorava caçar animais silvestres, era raro algum tateto escapar de seus tiros certeiros. Para fazer um roçado não existia melhor pessoa. Exímia pescadora, pintora e pedreiro nas horas vagas, Maribel só tinha um defeito aos olhos de sua mãe dona Ziloca; - Não arrumava namorado!

Por uma destas casualidades sem explicação, coisas do destino como diriam os antigos, dona Ziloca resolveu comprar um bode para fazer companhia e outras coisinhas a sua jovem cabra Lucibeth, aumentar de vez o plantel e dar inicio a produção de queijo de leite de cabra. Pois não é que dona Nandi estava se desfazendo do jovem bode Neratti, a preço de banana. O tal bode havia atacado uma meia-irmã, uma prima e uma tia dentro de sua própria família caprina. Era causa de escândalo no sitio e os crentes da nova igreja “Jesus Perdoa, mas não esquece”, exigiram a morte do bode pecador. Um dos irmãos da nova igreja indicou dona Ziloca como possível compradora, pediu 30% na transação, alegando que o jovem bode Neratti daria um bom reprodutor caso o pastor não conseguisse que a irmandade o matasse.

Foi assim que dona Nandi e dona Ziloca se tornaram amigas ao amarrarem o destino do bode Neratti com o da cabra Lucibeth. Como não só de rezar vive o povo, com o tempo, ambas começaram a comentar sobre seus problemas particulares, seus sonhos e surgiu a história dos filhos e filhas que não conseguiam casar. Dona Ziloca que aparentava ser a mais esperta, pois era uma micro empresária, militante atuante na área de defesa dos Bagres Africanos no entorno do lagamar e mata atlântica. Uma ongueira de cabeça aberta e ligada na preservação dos prédios tombados em permanente ruína...

Dona Ziloca descobriu o culto a Santa Dorotéia... Bastava à pessoa participar da procissão, vestida com a roupa que julgava ser a mais apropriada a sua maneira de viver, que a felicidade batia a porta... Tiro certeiro, sem promessas esdrúxulas, sem sair definitivamente do armário, a outra metade da Jaca se faria presente.

Segunda feira de carnaval! Dezessete horas, sete mil pessoas lotavam as muitas ruas do velho centro histórico... Santa Dorotéia e seu banho! Alba Nery, num esvoaçante vestido semitransparente, com um grande e belo chapéu onde uma maquiagem perfeita delineava a perfeição de um rosto feminino no verdor dos anos, sentiu um baque! Uma emoção que a fazia tremer por inteiro... Um maravilhoso homem, um jeca caipira de olhar brejeiro o chamava para sambar... Alba Nery não estava mais sozinha, achara um homem prá chamar de seu... Que se dane a sociedade, as aparências... Só a felicidade interessa.

Sambou, bebeu, se divertiu... Apaixonou-se. Agora é à hora da verdade, de tirar a máscara, de saber qual o recheio. O jeca caipira estava fascinado, muitos beijos rolaram, Alba Nery era definitivamente a mulher de sua vida. Será que ela toparia levar a serio um relacionamento; - Oh minha santa Dorotéia! Ajude-me a ser feliz.

Sentados num banco do jardim da orla, olhos nos olhos, o caipira falou:- “Alba Nery! Nunca conheci alguém como você. É a primeira vez que me apaixono, parece que fomos feito um para o outro... Não sei como dizer, mas não sou o que você pensa... Peço que me desculpe! Uma mulher linda como você Alba se entregando a um pobre sitiante como eu...”

- Também eu estou apaixonado, falou Alba Nery. Não sei qual será a sua reação, mas seja qual for, quero que saiba que eu não menti, estas últimas horas foram as mais felizes da minha vida... Meu nome não é Alba Nery, moro num sitio próximo e me chamo Alberto Roberto... Adeus meu amor!

- Volte Alberto Roberto, meu nome é Maribel e também moro num sitio... Você é a mulher pela qual procurei a vida inteira...

- E você Maribel é o homem com o qual sonhei para ser feliz...

Foi neste momento que ocorreu mais um milagre de Santa Dorotéia. Maribel, tomando as mãos de Alberto Roberto, perguntou; - “Alba Nery! Você aceita ser minha namorada?”

Gastão Ferreira/Iguape-2012

Obs.- Foi este um dos muitos milagres ocorridos durante o banho da Dorotéia... Maribel casou com Alberto Roberto / O bode Neratti foi viver com a cabra Lucibeth / Dona Nandi e dona Ziloca estão namorando firme... É isto aí! É a Vida...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ANO ELEITORAL CHEGANDO....


OBA!... ELE CHEGOU.

Finalmente chegou mais um ano eleitoral. Todos os nossos problemas serão solucionados e Iguape salva dos incompetentes, dos que fazem de conta que conhecem nossa realidade, dos politiqueiros que falam o que querem nos palanques e depois não admitem cobranças.

Pacato cidadão, você já reparou como os velórios estão concorridos? Ninguém a não serem os parentes e amigos liga para o mortinho, mas como tem gente quase desconhecida abraçando a viúva.

Nas famosas quermesses, bingos, festas de santos e ensaio de blocos carnavalescos, quanta gente que nos três últimos anos nem chegava perto, agora fazem questão de levarem a família, pagarem uma loira gelada para a rapaziada e churrasquinho de gato para a molecada carente.

Se depender dos trezentos e oitenta e seis candidatos a vereador, estamos a caminho do paraíso... Emprego pleno, saúde perfeita, segurança garantida e muito amor pela cidade que paga seus salários e mordomias.

É verdade que existem assuntos tabus e que quando ventilados causam constrangimento. Temas longe da pauta de promessas e que fazem toda a diferença. Como resolver o problema da mendicância na cidade? Como dar um basta no trafico de drogas? Como deixar a cidade mais apresentável ao visitante? São estes tópicos que pavimentam nosso futuro e todos eles são inabordáveis pelos candidatos a cargos eletivos.

Que saudade da Iguape do passado! De ruas de terra limpas e sem entulhos... Da Fonte do Senhor sem drogados e sem nóias afugentando os poucos freqüentadores. Do lagamar onde saltavam tainhas e paratis. Da Praça da Basílica sem som estridente, das mocinhas comportadas e dos jovens em ingênuas paqueras. Dos milhares de turistas desfrutando de nossa convivência e que lotavam as inúmeras pensões familiares espalhadas pelas vilas. Não deixavam muito dinheiro, é verdade, mas o suficiente para os proprietários dos estabelecimentos pagarem suas contas atrasadas.

Saudade da honestidade, da simplicidade dos nossos governantes... Talvez por ingenuidade, quem sabe simulação, foram confiáveis e fácil no trato aos munícipes. São tempos que não voltam, mas como era bom saber que se pertencia a um local onde todos gostariam de viver. Tínhamos orgulho de nossa cidade e passávamos aos visitantes a nossa maneira caiçara de desfrutar a vida.

Está chegando mais uma eleição, hora de trocar nossos donos, hora de acordar para a realidade e usar nossa única arma, o voto. Não vote em quem já mostrou incompetência, não vote em sonhos mirabolantes, não vote em salvadores que não salvam ninguém. De seu voto a melhoria básica da cidade, a limpeza ética da nossa política, a quem ama esta terra mais do que a negociatas.

Iguape continua linda e isto não depende de nós nem de políticos. A natureza que nos cerca é única. O que falta é arrumar a casa, o básico para não chocar a exigente visita... Ruas limpas, praças bem cuidadas, melhorias na saúde publica. O resto é enganação, não podemos concorrer com Ilha Comprida e suas belíssimas e bem cuidadas praias. Cananéia fez o básico e já chama a atenção na área turística nacional, mas Iguape é muito mais que Ilha Comprida e Cananéia, Iguape é nosso lar, Iguape é a alma caiçara em sua singeleza e cultura, Iguape é um pedaço do céu que teima em ser inferno... Não podemos deixar que assim continue! Votem! Votem certo e salvem nossa Iguape.

Uma renovação total se faz necessária, chega dos mesmos! Foram eles que transformaram Iguape no que vemos hoje, nesse descaso total com a cidadania, nesta tristeza de abandono generalizada, neste futuro sem futuro, neste grito silencioso de censurar que todos guardam no peito e por medo de represálias não soltam... Unidos venceremos, unidos teremos uma vida mais digna. Unidos pela cidade que amamos seremos imbatíveis! Oba, ele chegou! O ano eleitoral.

Gastão Ferreira/2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

ÁGUA DA FONTE...


ÁGUA DA FONTE...

Mais uma vez os olhos do mundo estão voltados para Pindaíba do Norte, uma pequena urbe perdida no sertão nordestino. Cientistas e pesquisadores descobriram a causa dos males que afligem a centenária cidade; - A água de uma famosa fonte!

Segundo as pesquisas, um bom moço, de boa família e excelente moralidade, após tomar a água da Fonte, sem mais nem menos apresentou um comportamento deveras estranho. Apossou-se de uma placa comemorativa de bronze, patrimônio do povo, que homenageava a visita de um renomado escritor francês ao município e a levou para decorar sua casa. A partir deste dia, o rapaz mudou por inteiro seu comportamento, tornando-se uma pessoa mesquinha, de maus hábitos, arrogante, orgulhoso e prepotente.

Um cavalheiro de nível universitário apresentou extrema agressividade após ingerir alguns goles da famosa água da Fonte. Nem bem chegou a sua residência e massacrou um cão vadio que cruzou seu caminho, causando consternação geral na população. Quando questionado pelo gesto brutal confessou que desconhecia o motivo de tal atitude e culpou a água da Fonte.

Uma jovem liderança depois de saciar a sede na gostosa água da Fonte estuprou uma adolescente nua que tomava banho de sol sobre uma pedra nas cercanias. No Boletim de Ocorrência sua justificativa para o ato nefando foi culpar a água da Fonte, afirmando que provavelmente a água continha substancia toxicas, um cheiro de mato queimado, um resíduo de pó branco que nem sequer imaginava o que era.

O fato que mais chamou a atenção dos pesquisadores ocorreu com um cacique político local. Uma pessoa acima de qualquer suspeita, um líder nato, um homem de bem... Foi comprovado que após ingerir uma grande quantidade da tal água da Fonte, sua personalidade mudou. Saqueou o cofre municipal, apadrinhou corruptos, roubou descaradamente, chegou ao ponto de ser exonerado do cargo por improbidade administrativa e culpou a água da Fonte.

Foi provado que garotos do mal que freqüentam a área onde está situada a Fonte, quando bebem de sua água, partem para as drogas e assaltos. As meninas que tomam banho peladas, nas bicas próximas a mata, engravidam e as crianças se tornam petulantes e sem educação ao provarem da água da fonte.

Foi descoberto que a água estava sendo engarrafada e enviada a Brasília. Muitos deputados e senadores fizeram questão de afirmarem que tudo não passava de lenda urbana, que a água não modificara em nada seu probo comportamento ético, que continuavam sendo honestos servidores do povo e que a água era miraculosa, pois nunca ganharam tanto dinheiro na vida após se regalarem com o precioso líquido.

Na cidade, após o vazamento das pesquisas, a população inconformada exigiu uma prova concreta, não acreditando que a famosa água pudesse ser a causa do secular malefício que aflige a região.

Para evitar controvérsias e difamação, os cientistas fizeram um teste secreto. Numa reunião com os representantes do povo e demais autoridades deram água da Fonte aos participantes do evento...

Hoje a cidade está praticamente abandonada... Urubus, vacas e cavalos dividem as ruas com mendigos, policiais são assassinados, adolescentes se drogam pelas esquinas, mas, quem participou do teste está muito bem de vida. Os cientistas, que também tomaram o líquido, negam que a água seja a causa da epidemia amoral que atinge parte da população. Todos os pesquisadores foram agraciados com títulos de “Amigos da Cidade”, Cem mil Reais e um caro zero km, alem de 10% em qualquer maracutaia futura.

Gastão Ferreira/2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CARTA AO PRIMO...


CARTA AO PRIMO...

Caro primo Incitatus, estou escrevendo de uma pequena cidade praiana. Desde que Zorro me abandonou, tenho viajado pelo mundo em busca de um lugar para envelhecer feliz... Encontrei o paraíso! Um local sossegado, de verdejantes pastagens. Uma paragem onde todos os eqüinos são bem vindos, onde podemos pastar nas praças e ruas sem sofrer assedio da fiscalização humana.

Escrevi que o sitio é sossegado! Nem tanto. Há algum tempo assisti ao assassinato, por espancamento, de um cão por parte um cidadão acima de qualquer suspeita... Não! O homem nem sequer foi indiciado. A civilizada criatura alegou em sua defesa que o cachorro morreu porque o veterinário era inexperiente e não conseguiu juntar todos os ossos moídos.

Também os felinos, especialmente os gatos, têm vida curta... Como gostam de matar gatos por aqui! Geralmente são os próprios vizinhos que envenenam os bichanos e depois reclamam que os ratos fazem a festa.

Nós, os cavalos, somos respeitados e amados pelo povo. Considerados máquinas biológicas de carpir, mantemos limpos os jardins, os logradouros públicos, os arredores do lagamar e desde o portal de entrada da cidade até a margem do Mar Pequeno é de nossa responsabilidade preservar o meio ambiente.

Aguardo a sua visita, vamos nos divertir a valer, os pontos turísticos estão bem do jeito que você gosta... Muito mato e capim grátis. Não se preocupe com acomodação, temos antigos casarões em estado de completo abandono, nada que um bom coice não resolva para arrombar velhas portas. Quero que você beba água da Fonte, uma delícia, quem bebe volta sempre.

Venha na Festa de Agosto. Nossos parentes comparecem aos milhares e sujam as ruas por onde passam. Ano passado a coisa ficou feia, negaram água para a rapaziada e o padre cobrou das autoridades dizendo; - “Cavalo também é criação de Deus e merece respeito!”

Quando chegar, não diga o seu verdadeiro nome, diga apenas Tatus... É que Calígula reencarnou e apronta na cidade, ainda não encontrou seu Incitatus... Coisas de cidade pequena! Faça um esforço e venha antes do fim deste ano, pois no próximo as coisas poderão mudar, teremos eleição e nunca se sabe o comportamento das novas autoridades.

Um coice carinhoso no coração... Seu primo

Silver

Gastão Ferreira/2012