segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ANA ROSA...


ANA ROSA – FAZENDO A DIFERENÇA

Das suas mãos brotam flores, casas antigas, móveis, ruas e quintais. Das suas mãos nascem rios, lagos, cabanas, animais. Das suas mãos flui a vida, a luz, o perfume... Mãos de pintora, mãos de Ana Rosa Sanches Carneiro. Ela nasceu em 29/12/1949, na casa colonial de seus avôs paterno, onde é hoje a Pousada Casa Grande. Teve como avôs maternos José Sanches Paz e Josefa Garcia Golpe e paterno Benedito Alves Carneiro e Maria Júlia Machado Carneiro, ambos de tradicional família iguapense. Benedito Carneiro foi provedor da Santa Casa de Iguape, comerciante e proprietário do sitio Guaviruva, situado Ribeira acima, próximo a cidade de Registro. Filha de José Machado Carneiro (falecido) e Josefa Sanches Carneiro. Casada com Miguel Ribeiro de Souza, mãe de Daniela, Thaiz e Miguel Júnior. Avó de Mayara e Thayna (Filhas de Daniela) e de Gustavo (Filho de Thaiz) e bisavó de Manuela, neta de Thaiz.

Mocinha, Ana estudou em São Paulo. Ao retornar da capital lecionou no antigo Mobral, na escola José Muniz Teixeira (Rocio), foi professora de Educação Artística no NEC Positivo e é professora autônoma de Pintura Óleo Sobre Tela há 30 anos. Autodidata, pelas mãos de Ana Rosa passaram centenas de alunos, muitos com trabalhos vendidos para o exterior.

Ana Rosa é uma pessoa simples, adora aprender, leitora voraz de livros espiritualistas, foi voluntária na APAE e Casa da Sopa. É obra sua a restauração da estátua do Senhor Morto guardada na Basílica e também da imagem da Nossa Senhora pertencente à capela do cemitério da cidade.

Ana se lembra de sua infância feliz na casa senhorial de seu avô, das férias passadas no imenso sitio da família, do bambuzal que formava arcos na entrada da Fonte do Senhor, das ruas de terra de Iguape. Recorda um tempo em que a família reunida à noitinha, ouvia atentas as histórias dos mais velhos. Uma época em que as pessoas eram mais simples e compartilhavam do que tinham. Tempo em que as crianças brincavam seguras e a cidade era mais sossegada.

Assim é Ana Rosa Sanches Carneiro de Souza, uma mulher que não gosta que falem do que fez e faz de bom por seus semelhantes. Uma conselheira nata, sempre com uma palavra de incentivo a quem a procura. A esposa, companheira sempre presente no dia a dia do marido Miguel, a filha amorosa que visita diariamente Dona Josefa sua mãe. A orientadora de alma gentil, alguém com uma visão ampla dos caminhos do mundo. A mulher que nasceu com um dom maravilhoso, ensinar a pintar... Uma mulher que contribuiu para modificar a vida de centenas de pessoas através de sua arte, que transformou a tristeza em alegria, a escuridão em luz. Que com sua paciência abriu mentes para o belo, para o sublime por meio da pintura. Nem sempre reconhecida no seu oficio, ela sabe de seu próprio valor. Os aplausos, as condecorações não são de seu feitio e é nas muitas exposições de seus antigos alunos que ela se realiza como mestra, pois vê que em cada quadro existe um pouco de si, assim como cada um de nós guardou na mente os preceitos básicos da primeira professora, aquela que nos ensinou a ler e a escrever, ela sabe que há uma parte sua em cada tela do outrora aprendiz. Ana Rosa é uma mãe zelosa, uma esposa exemplar, uma boa filha e uma ótima amiga... Ana Rosa é aquela pessoa que faz a diferença na comunidade. Parabéns professora.

Gastão Ferreira

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