quinta-feira, 13 de maio de 2010

TELA


TELA

O dia em que eu for embora
E me transformar em nada,
Serei um pouco de tudo
Do que prendi na jornada.

Serei um pouco do vento
Serei a rua alagada...
Serei Iguape ao relento
Por Bom Jesus abençoada.

Serei a Festa de Agosto
Serei o Cristo no Monte
Serei menino sem rosto
Bebendo água na fonte.

Pescador! Lembra de mim.
Não mude o rumo da vela
Para que eu fique assim
Como dentro de uma tela...

Então serei passarinho...
Ave na mata encantada
E Iguape será meu ninho
Minha luz na madrugada!

Gastão Ferreira

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo.