sábado, 6 de março de 2010

UM HOMEM NA FLORESTA


UM HOMEM NA FLORESTA...

Na floresta a situação estava crítica, os animais desanimados e sem perspectivas estavam destruindo o local. Os regatos poluídos, as trilhas sujas, árvores frutíferas improdutivas. Os animais mais velhos aconselhavam os jovens a procurarem outros ares mais salutares, que largassem o habito nocivo de cheirar o que não deviam que o cheiro de mato queimado fazia mal ao cérebro e que não necessitavam de nenhum craque, aja visto que não praticavam esportes.
A floresta possuía suas próprias regras, uma flora luxuriante e uma fauna variada. No passado os Tamanduás conquistaram a realeza, um Cão Policial também se fez rei, um Raposo obteve a duras pena o trono, mas por ser raposa não conseguiu fugir da sina e tanto roubou que foi destronado.
Muitos dos habitantes da floresta acreditavam que ela foi amaldiçoada num tempo não muito remoto e tentavam provar tal fato. Os Macacos sempre brincalhões afirmavam que os Raposos estavam por trás da estranha maldição desde que um deles se aproveitando do poder usava e abusava da pedofilia em proveito próprio.
Os bandos de Capivaras só queriam sossego e ficavam na beira d’água vendo o tempo passar, os Tatetos arredios eram paparicados com alimentos e mimos. As Antas corriam de um lado para outro participando de todos os eventos da mata e aplaudindo os reis de plantão. Os Veados saltitantes eram a alegria da floresta, amigos da realeza e paus mandados dos reis, viviam suas vidas medíocres azarando a todos.
Uma Formiga muito amada e estimada por todos por ser trabalhadora e ter fama de honesta conquistou o cetro imperial, mas a cruel maldição foi implacável e a formiguinha toda amor era uma farsa, uma Raposa travestida de Formiga. Reuniu o que havia de pior na floresta e formou sua corte, foi um Tupã nos acuda! Cobras criadas, Quatis sem expressão, Bambis em corre massa apaixonados por seguranças e subalternos, Ovelhas negras pintadas de branco, Jaguatiricas se passando por Onças, enfim uma loucura total.
Não bastando todas essas mazelas, um Rato estranho a floresta era apontado como o grande vilão, pois todas as riquezas fluíam para ele. Esperto como só pode ser um Rato muito matreiro comprava corações e mentes com o ouro superfaturado. No escuro da floresta, um local habitado por fantasmas, muitos boatos e fofocas eram sussurrados. Os animais jogados a própria sorte não tinham a quem recorrer e os poucos que privavam dos afagos da corte eram tidos na conta de amantes de algum mandante, espiões da realeza ou comparticipes de esquemas suspeitos.
Tupã mandou diversos sinais de que não estava gostando da bagunça generalizada. Mandou chuvas torrenciais, calor insuportável, gripe, dengue e diarréia... Nada! Mandou raios e trovões... Nada! Já estava para desistir quando se lembrou de um animal terrível, um animal que se intitulava a si mesmo o rei dos animais... Mandou um Homem até a floresta e foi assim que todos os animais foram exterminados e as árvores destruídas... Na atualidade uma grande pastagem cobre o local e pacatos búfalos sorvem a água do grande rio que silencioso busca o mar.

Gastão Ferreira

Obs.- Esse texto é uma fábula para mostrar como o bicho homem é cruel e como os animais aprendem rápido... Então nada de vestir carapuça nos personagens. Obrigado.

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