sábado, 30 de janeiro de 2010

CORDEL - MEU ESPINHO


CORDEL

Oh minha doce princesa
Nobreza do Litoral
Acabou virando presa
Dessa gentinha do mal!

Quanto mendigo na rua
Quanto lixo no Canal...
A maldade se insinua
E acha tudo normal...

Tem gente de alma suja
Tem gente cara de pau.
Anjo virando coruja...
Piranhas no pantanal.

Gente tirando proveito
Dessa pobreza geral...
Tanta falta de respeito
Almas pintadas de cal.

Um dia tudo termina
Todo o ano tem inverno
E essa gente cretina
Vai direta pro inferno...

Me salve meu São da Ilha
Não posso fechar meu olho!
Quem perdeu a sua trilha
Bota o rabinho de molho...

O Diabo vai dar risada
Pois vai faltar condução
Pra tanta gente safada
Entre pilantra e ladrão.

A pedra que tanto brilha
Escureceu nessa hora...
Socorro meu São da Ilha
O inferno me devora!

Voltarão tenho certeza.
Como pedintes? Talvez!
Pois quem semeia tristeza
Não acredita em Deus.

Oh minha doce Princesa!
Com seu fardo tão pesado
Feiúra virou beleza...
Cidadania é pecado!

Não posso ficar calado
Eu sou gente não sou bicho
Não quero ser comparado
Com esses montes de lixo.

Pescador que pesca tanto
Vento que chora mansinho
Cidade que é meu encanto
Meu amor e meu espinho!

Gastão Ferreira

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