segunda-feira, 9 de novembro de 2009

AH! IGUAPE


AH! IGUAPE

Quando calaram os ventos
Depois do bramir do mar...
Restaram tantos tormentos
Que o sonho veio embalar...

A mão que rezou o terço
Foi a mesma que pecou...
Histórias que desconheço
Foi o vento quem contou!

A casa que o comandante
Com sangue alheio comprou
É de um povo tolerante
Que nada nunca cobrou

No escuro da memória
Estão os velhos jornais
Segredos de nossa história
E que ninguém lembra mais

Ah! Iguape. Como pode
O Amor agir assim?
Foguete no céu explode
Tanta merda no jardim!

Gastão Ferreira

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