domingo, 20 de setembro de 2009

MINHA VOZ


MINHA VOZ

Eu não nasci para escravo
Nem capacho de ninguém!
Eu sou limpo e não lavo...
Nome sujo de quem tem!

Eu sou livre igual vento
O que eu tenho batalhei
Procurei o meu sustento
Nunca na vida roubei...

Por que tudo que falam
Eu tenho de concordar?
E quando eles me calam
Eu não posso discordar?

Quero ser bom eleitor
E não passar por otário
Sangue de trabalhador
Não sustenta salafrário!

Pois tudo é igual na vida
E o ar é de todos nós...
Eu olho, vejo a ferida...
Que ouçam a minha voz!

Gastão Ferreira

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