quarta-feira, 22 de julho de 2009

CARTA AOS VISITANTES


CARTA AOS VISITANTES

Amigos visitantes sejam bem vindos! Dou licença para que espiem todo o conteúdo desse blog. Vocês encontrarão versinhos de minha autoria. Alguns refletem meus sentimentos, a maioria são ecos captados de história de encontros e desencontros que me foram narrados e que transformei em poesia.
Os textos mais longos são frutos de minha imaginação. Segundo definição de Mário Quintana (1906-1994):- ”A imaginação é a memória que enlouqueceu.” Portanto não tomem ao pé da letra o que descrevo. É óbvio que tenho de ter um ponto de partida para minha fértil imaginação, e nossa cidade é pródiga em nos ofertar os tipos mais curiosos.
No mundo existem muitos estereótipos, o pedante que se crê possuidor de eiras e beiras e que desrespeita a todos. O moralista que é um tarado. O crente amargurado que foi um tremendo devasso. A piranha que virou santa. O machão que virou gay, o gay que se passa por machão. O pastor que come ovelhas, o pescador que não pesca. O pintor que não pinta, mas vive da fama. Personagens que fazem parte do cotidiano de todas as cidades do planeta, tão vivos e tão mortos perante a realidade maior. Todos com tanto a ofertar, mas negando-se a reconhecer que são finitos e que por aqui estão apenas de passagem. Pessoas que se julgam a cereja do bolo e passam atestado público de burrice por se acharem melhores que os demais.
Iguape é apenas um palco teatral e todos nós meros figurantes numa história que o tempo vai contando a eternidade. A cada fim de espetáculo (morte), vêm os aplausos e o ator se recolhe a sua insignificância e anonimato até que cheguem um novo roteiro e o eterno ciclo reinicia.
Meu intuito não é denegrir pessoas, fofocar sobre suas vidas íntimas, suas opções particulares. Faço muita sátira aos políticos, pois eles são nossas vidraças. Prometem sabendo que não cumprirão e quando questionados sentem-se ultrajados. Faço troça dos que se sentem poderosos sabendo que o poder é efêmero, que ninguém leva no caixão o seu ouro, que dinheiro ganho sem esforço tem um custo altíssimo, pago em desavenças, doenças, escândalos e desarmonia familiar.
Descrevo o que vejo em nossas ruas e esquinas. Não entro na casa de ninguém para bisbilhotar a mesa e a cama. Meu intuito é combater idéias babacas, preconceitos, arrogância e descaso aos menos favorecidos. Não combato pessoas como comparticipes da vida, pessoas são sagradas na sua intimidade e no interior de seus lares.
Amigos visitantes divirtam-se com minha escrita simples e partilhem comigo da alegria de viver honestamente. Estes textos não são carapuças, são frutos de minha imaginação. Sou um observador atento desse fenômeno que chamamos existir.
Obrigado pela visita.

GASTÃO FERREIRA/IGUAPE/2009

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