terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A TOLERÂNCIA


“QUANDO EU ERA UM PASSARINHO
MORAVA NUMA GAIOLA
E PENSAVA QUE ERA UM “NINHO”
(MARIO QUINTANA)

A TOLERÂNCIA

Apontam o dedo e batem no peito proclamando seus direitos… só os seus. São cegos para os direitos dos outros.
Vamos parar com isso pessoal, a vida é maior do que picuinhas de ex princesinha do litoral. O mundo é de todos. Vamos deixar as pessoas se expressarem dentro de sua insignificância, no final seremos todos apenas um punhado de pó esquecido num velho cemitério.
Pessoas não são bichos. Não podem ser marcadas como propriedades. Pessoas são conquistadas com simpatia e sinceridade. Tratadas como gente como a gente, com respeito, cordialidade e reconhecimento. Pessoas podem optar, podem mudar de idéias, pensarem por si mesmas, diferenciarem o bom do ruim. Pessoas são livres para exercerem a cidadania tão proclamada, mas que quando exercida contra interesses particulares, causa dores estranhas nos pobres de espíritos que tentam aprisionar em antigos hábitos já ultrapassados, corações e mentes que não lhes pertencem.
Não vamos esquecer que o tumulo está logo ali a nossa frente e que nele só cabe um caixão de madeira. Que todos os nossos bens, sejam eles quais forem, ficam no mundo material.
Que os que partem para o outro lado, levam apenas sentimentos bons ou maus que são partes de si mesmos. Que os sentimentos maus de inveja, ódio, arrogância, despeito, prepotência, intolerância e outros, tornam difícil o convívio na sociedade e penosa e amarga nossa própria velhice.
Vamos nos conscientizar que todos têm o mesmo final. Bonito ter que ficar eternamente se desviando de caras e bocas e rancores de pessoas mal amadas e mesquinhas, enquanto outros lépidos e fagueiros aproveitam o premio da existência por serem sábios, por somente viver deixando viver.
Amigos a quem sempre respeitei, eu não tenho inimigos, tenho companheiros de uma viajem chamada existir, e, se faço sátiras, não as faço com a intenção de denegrir, por favor, não vistam acintosamente a carapuça. Faço-as para mostrar como tudo é efêmero. Como tudo passa rápido e como é “babaca” nosso comportamento frente aos nossos semelhantes, quando nos achamos por posição, poder, riqueza ou conhecimento, melhor do que os outros. Quando eu mostro através das sátiras que o rei esta nu, não esqueçam que o rei é cada um de nós e que a tolerância é à base do convívio social.
GASTÃO FERREIRA/IGUAPE/2007

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