terça-feira, 9 de dezembro de 2008

TANTAS MORTES


TANTAS MORTES

Restam ainda tantas mortes
Para em fim poder morrer
A vida brinca de morte
Mesmo querendo viver...

Morre-se de um riso fácil
No ardor de um beijo ambíguo
Num amor que foi embora
Sem nunca ter retribuído...

Morre-se em falta de afeto
Na bondade sem sentido...
No punhal de um desafeto
De um perdão nunca pedido.

Morre-se como se morre
Em cada esquina da vida.
Em sentimento que escorre
Nunca fechando a ferida...

GASTÃO FERREIRA/IGUAPE/SP

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