terça-feira, 9 de dezembro de 2008

DIÁRIO DE UM CÃO


DIÁRIO DE UM CÃO // MEU DONO

Todos deveriam escrever um diário para no futuro relembrar os fatos importantes que marcaram o dia a dia de suas vidas. Assim, eu, um cachorro desconhecido de vocês, porém não tão anônimo, resolvi iniciar o meu.
Meu nome é Skill e sou um cão muito amado pela família humana que me adotou. Meu dono é meu herói, meu espelho e fonte de minhas preocupações, aprendizado e alegrias.
Sua ultima mania deixou os lá de casa sem sossego. De uma hora para outra resolveu colecionar areias de estradas vicinais. Deu um rebu daqueles, com direito até a boletim de ocorrência.
É verdade que ele é meio descuidado, mas é valente e corajoso. O que me confunde é que tem um horrível pesadelo com um homem de preto, que mora num lugar chamado Planalto e tem um carro Brasília. Por vezes acorda no meio da noite gritando: “o homem de preto lá no planalto vai bater o martelo…”, ou “o homem de Brasília vai me ferrar…” Acho que é algum feitiço. Precisa se benzer. Sei não!
Mau dono é também muito inteligente. Vocês nem imaginam a quantidade de diplomas que ele possui. Comigo é muito carinhoso. Com estranhos por vezes é meio frio, dizem as pessoas que não o conhecem bem. Tudo mentiras. Todo fofocas. Nunca conheci alguém tão dedicado à família, não pode nem ouvir falar de parentes desempregados que logo arruma um empreguinho ou empregão.
Acho que pratica esportes, creio que é maratonista, pois sempre fala em vencer a próxima corrida, diz que já esta no papo. Gozado, nunca me levou para vê-lo treinar.
Meu dono gosta de festas e sempre é convidado para muitas churrascadas, casamentos, aniversários e outros eventos onde há farta comilança. Ele tem sorte de não engordar. Já a minha dona…
Tem dias que sinto saudades dele, é quando viaja. Diz que não pode me levar, que em hotéis de luxo não admitem cachorro vira-lata. Penso que é uma brincadeira. Ele me ama!
A próxima pagina desse diário quero dedicar a minha simpática dona, que é como uma mãe para mim, apesar de todos dizerem que mãe é uma só… e que donas são muitas.
GASTÃO FERREIRA/IGUAPE/2007

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