terça-feira, 9 de dezembro de 2008

DESATINO


DESATINO

Eu sou um barco sem porto
Eu sou a nuvem a passar...
Eu sou um sonho já morto,
Querendo a vida voltar...

Vivo a procura de vida,
Num querer que desespera
Por dentro sou ave ferida
Por fora rugir de fera...

Procuro a calma dos santos
Tenho o desdém dos heróis
Os olhos secos, sem prantos
O peito em saudades dói...

Meu orgulho, triste traço,
No meu caminhar tão só.
Em tudo aquilo que faço,
Eu me desfaço... Sem dó!

GASTÃO FERREIRA/IGUAPE/SP

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